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Tecnologia V

Noventa e três por cento dos usuários de internet no Brasil já fizeram compras online

Reprodução
E-commerce
A internet se tornou, há algum tempo, um importante canal de vendas para empresas de todos os segmentos. Cada vez mais, os brasileiros trocam as lojas físicas pelo consumo em poucos cliques. Noventa e três por cento dos usuários de internet no Brasil já realizaram compras online, sendo que 62% o fazem todo os meses. Os dados fazem parte da pesquisa sobre o comportamento do e-consumidor brasileiro realizada pela Hi-Mídia, empresa especializada em venda de mídia online, e pela M.Sense, especializada no estudo do mercado digital. A pesquisa ouviu 1.214 pessoas das cinco regiões brasileiras, entre os dias 4 e 12 de abril.

De acordo com o estudo, a internet é a grande influenciadora na hora de o consumidor se decidir por uma compra. Mais do que ouvir a opinião de parentes e amigos, 77% dos entrevistados afirmaram que adquirem informações sobre os produtos em sites de busca, redes sociais, blogs ou sites institucionais das empresas. "E mesmo quando a compra não é realizada pela internet, a consulta de informações na rede é considerada essencial no processo de decisão, o que torna necessária a presença digital mesmo para marcas que não utilizam o canal de venda online diretamente", afirma Bruno Maletta, sócio da M. Sense. Outro dado revelado na pesquisa reforça a  necessidade da presença online: apesar da diferença no volume de investimento ainda ser muito grande, a publicidade online ganha cada vez mais importância junto aos usuários de internet – 47% a consideram muito influente, contra 38% que julgam que a publicidade na TV exerce muita influência na hora da compra.

Perfil do e-consumidor

Noventa e três por cento dos entrevistados das classes C/D/E já são e-consumidores, contra 90% dos pertencentes às classes A/B. Noventa e seis por cento dos entrevistados entre 25 a 29 anos consomem online, contra 94%

IPO do Facebook já tem demanda acima da oferta

Mark Zuckerberg
A oferta pública inicial de ações (IPO) do Facebook já tem demanda acima da oferta, disse uma fonte próxima do caso, dias após a maior rede social do mundo ter iniciado um roadshow para atrair investidores.

De acordo com a agência de notícias Reuters, apesar da preocupação sobre a desaceleração do crescimento e sinais de que a companhia enfrenta problemas em elevar as receitas de anúncios móveis, até o momento, investidores institucionais indicaram demanda por ações em quantidade acima do que o Facebook vai oferecer.

Analistas dizem que a companhia, que busca levantar cerca de US$ 10,6 bilhões ao vender mais de 337 milhões de ações por US$ 28 e US$ 35, pode elevar a faixa de valor por papel se a demanda for boa o suficiente. Segundo a fonte, um investidor institucional de peso fez uma grande reserva de ações nesta quarta-feira (09/05).

O Facebook se recusou a comentar o assunto.

Presidente do Yahoo! deixa a empresa após acusação de mentir em currículo

Scott Thompson
Após ser acusado de mentir sobre sua formação no currículo, Scott Thompson renunciou ao cargo de presidente do Yahoo! neste domingo (13/05).

O cargo de CEO será ocupado pelo presidente interino Ross Levinsohn. Além de Thompson, outros três diretores deixaram a empresa.

De acordo com o Wall Street Journal, Thompson disse a membros do conselho de diretores do Yahoo! que estava com câncer de tireoide e que a renúncia teria relação com a doença.

Thompson assumiu o cargo em janeiro deste ano e foi duramente criticado por um grupo de diretores liderado por Daniel Loeb, que questionavam a sua capacidade de comandar a empresa.

O antigo presidente passou as últimas semanas no meio de uma polêmica. Thompson afirmou em seu currículo que é graduado em Ciência da Computação e Contabilidade, mas o grupo de Loeb questionou a formação.

CEO do Yahoo! pede desculpas por mentir sobre a sua formação

Scott Thompson, CEO do Yahoo!
O presidente do Yahoo!, Scott Thompson, pediu desculpas ontem ao conselho de diretores do portal por ter mentido sobre a sua formação em seu currículo, segundo a Reuters.

Thompson também enviou um email a todos os funcionários da empresa com o pedido de desculpas. A ação do CEO do Yahoo! veio horas após o investidor Daniel Loeb pedir formalmente a demissão de Thompson do cargo que ocupa desde janeiro.

Loeb, que detém 5,7% das ações da companhia, apontou que o currículo de Thompson tinha um curso de Ciências da Computação criado após a data indicada pelo executivo. Thompson alega em seu CV que é formado em Ciências da Computação e Contabilidade, mas o investidor questiona a primeira formação.

"Eu quero que vocês saibam que estou profundamente arrependido de como essa questão está afetando a empresa e todos vocês", escreveu Thompson. "Todos nós estamos trabalhando duro para levar a empresa para frente e isso teve o efeito oposto. Por isso, assumo total responsabilidade, e quero me desculpar com vocês."

Os diretores do Yahoo vão fazer uma análise sobre a questão para decidir o futuro de Thompson dentro da empresa.

Dez executivos que mentiram no currículo

projetostematicos.pbworks.com
Mentira
Dan Loeb, um grande acionista do Yahoo! e CEO da empresa Third Point, alegou que Scott Thompson, CEO do Yahoo, não tem diploma em Ciências da Computação. Um fato que confirma a acusação de Dan é que a Stonehill, universidade que ele afirma ter frequentado, não oferecia o curso de Ciências da Computação até 1983, quatro anos após Scott se formar. O Mashable afirma que a instituição, no entanto, oferecia um curso chamado Introdução à Ciência da Computação, o que Thompson pode ter feito.

Tomando este fato como ponto de partida, o site Read Write Web listou outros dez executivos que mentiram em seus diplomas e que foram punidos de alguma forma. Veja abaixo:

Ronald Zarella

O CEO da Bausch & Lomb disse que fez um MBA na Escola de Negócios Stern em Nova York (Estados Unidos). Ele chegou a cursar alguns anos, mas não se graduou. Os antigos empregadores nunca checaram, mas ele foi descoberto pela multinacional e perdeu US$ 1,1 milhão em bônus na companhia. Apesar de tudo, ele permaneceu no cargo, pois a empresa achava que ele era muito importante para o desenvolvimento do negócio.

George O’Leary

O treinador da Universidade de Notre Dame afirmou que tinha feito um mestrado em educação na Universidade Stony Brook NYU, porém, estes nomes tratam-se de suas universidades distintas (Stony Brook e NYU).  Na verdade, ele fez dois cursos na SUNY Stony Brook e não se graduou. O treinador também afirmou ter ganhado jogos de futebol americano na Universidade de New Hampshire, mas nunca chegou a jogar pela escola.  Depois de cinco dias como treinador, os superiores encontraram as imprecisões em seu CV e ele renunciou ao cargo. George disse que preencheu o currículo errado.

Marilee Jones

A chefe de admissões do MIT inventou que tinha se formado na Universidade de Medicina de Albany, mas a instituição não tinha nenhum registro da profissional.